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Empresas buscam controle sobre dados ao adotar inteligência artificial própria


Da redação

Empresas de diversos setores passaram a incorporar inteligência artificial em suas operações, com funcionários utilizando modelos para realizar tarefas como redação de documentos, análise de contratos e atendimento ao cliente. Recentemente, a IBM apresentou uma versão autônoma de sua plataforma de IA, batizada de Bob, projetada para funcionar em infraestrutura própria das organizações, incluindo data centers locais e nuvens privadas.

Segundo a IBM, o lançamento tem o objetivo de oferecer maior controle sobre onde informações sensíveis são processadas, o que interessa especialmente a bancos, governos, hospitais e entidades que manejam dados regulados. O conceito de “inteligência artificial soberana” ganhou destaque, com enfoque em modelos que permitem definir onde rodam os algoritmos, quais informações possuem acesso e a possibilidade de migrar entre fornecedores sem perder autonomia.

O debate sobre soberania de dados tornou-se mais urgente à medida que agentes de IA passaram a acessar sistemas corporativos, abrir documentos, executar códigos e realizar tarefas além da simples análise. Conforme pesquisa divulgada pela IBM, 68% dos executivos entrevistados relataram dificuldades para cumprir exigências relacionadas à residência e soberania de dados em diferentes regiões.

A tendência de adoção de modelos híbridos e auto-hospedados também já impacta clubes de futebol como Cruzeiro, Corinthians, Vasco e Grêmio, que lidam com grandes volumes de informações estratégicas. Esses clubes ainda não utilizam sistemas soberanos, mas a adaptação é considerada iminente diante do avanço da IA em processos internos e da necessidade de controle sobre o conhecimento organizacional.