Da redação
Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro chegam competitivos ao primeiro turno das eleições de 2026, após caminhos marcados por desafios e resiliência. Lula busca a reeleição, enquanto Flávio, senador pelo PL, consolidou sua pré-candidatura após anúncio feito em novembro de 2025.
Segundo aliados de Lula, a manutenção do discurso de defesa da democracia, fomentado após os ataques de 8 de janeiro de 2023 e o inquérito que resultou na condenação de Jair Bolsonaro, foi fundamental para atravessar o período pré-eleitoral. O petista enfrentou dificuldades para renovar a popularidade, sofreu pressões internas para apresentar programas inéditos e, mesmo com indicadores econômicos relativamente positivos e investidas como a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5.000 e pacotes de renegociação de dívidas, não viu mudanças expressivas em sua aprovação.
Do lado de Flávio Bolsonaro, a resiliência foi testada ao assumir a pré-candidatura, inicialmente recebida com ceticismo, inclusive por lideranças da direita não bolsonarista. O senador foi alvo de cobranças decorrentes de investigações envolvendo rachadinhas, ligação com Fabrício Queiroz, negócios em nome da família e a divulgação de um áudio em que ele solicitava dinheiro para produção de um filme sobre Jair Bolsonaro, fato que resultou em investigação. Mesmo diante dessas pressões e de disputas internas na direita, Flávio manteve a candidatura.
Flávio enfrentou ainda resistência dentro do próprio campo político, disputando espaço com nomes como Ronaldo Caiado, Renan Santos, Augusto Cury e Romeu Zema. A frente ampla formada por Lula em 2022 não se traduziu em apoio pleno durante o governo, já que teve de lidar com ministros não aliados centrados em interesses próprios. Ambos os candidatos permanecem no páreo em meio a crises institucionais no Supremo Tribunal Federal e ao avanço de investigações de casos como o Master, destacando a resiliência dos dois no cenário eleitoral.




