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Flávio Bolsonaro lidera primeiro turno e enfrenta Lula no segundo turno de 2026


Da redação

Flávio Bolsonaro (PL) obteve o maior percentual no primeiro turno da eleição presidencial, ficando numericamente à frente de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com 47,06% contra 45,13% dos votos, segundo dados com 99,88% das urnas apuradas. O resultado contrariou as pesquisas dos principais institutos divulgadas ao longo da campanha, que não previam o cenário favorável a Flávio na largada para o segundo turno.

Segundo analistas, Flávio conseguiu avançar no Sudeste além das expectativas e conquistou redutos tradicionalmente petistas no Norte. O Nordeste manteve a maior parte dos estados vencedores com Lula. Flávio venceu no Sul e no Centro-Oeste, áreas previstas por sua campanha, e ficou à frente em toda a apuração, consolidando vantagem de quase 2,3 milhões de votos. No entorno do candidato, a avaliação era de que, mesmo terminando atrás de Lula, a diferença inferior a quatro pontos permitiria uma eventual virada, mas o resultado foi melhor que o esperado.

O desfecho do primeiro turno beneficiou Flávio também nas disputas estaduais e no Congresso. Segundo dados oficiais, o Partido Liberal elegeu a maior bancada da história no Senado, com 28 integrantes previstos para 2027, e também conquistou a maior bancada na Câmara dos Deputados. No palanque de aliados, destacam-se governadores como Tarcísio de Freitas (São Paulo) e o apoio de parlamentares como Nikolas Ferreira, reeleito deputado federal com 3,1 milhões de votos em Minas Gerais. O desempenho eleitoral do grupo Bolsonaro foi reforçado com a eleição de Michelle Bolsonaro para o Senado no Distrito Federal e de Carlos Bolsonaro em Santa Catarina.

Entre as lideranças que tendem a apoiar Flávio estão Ronaldo Caiado e Romeu Zema, além de representantes da federação União-PP e integrantes do Centrão. No lado petista, as derrotas de aliados nos estados de São Paulo, Paraná e Rio de Janeiro dificultaram a movimentação para o segundo turno, apesar das vitórias do PT nos governos da Bahia e do Ceará. Com isso, o cenário permanece indefinido para a próxima etapa da disputa presidencial.