Da redação
Flávio Bolsonaro (PL) foi o candidato mais votado na eleição presidencial, vencendo o primeiro turno por uma diferença de 2,2 milhões de votos sobre Luiz Inácio Lula da Silva. O resultado contrariou as pesquisas de intenção de voto, que apontavam Lula à frente, e só será definido no segundo turno, agendado para o dia 25 de outubro, conforme especialistas ouvidos.
De acordo com Murillo Aragão, cientista político da Arko Advice, a tendência de votação favorável a Flávio já era prevista. Aragão afirma que “há uma tendência histórica de os candidatos de esquerda aparecerem melhor nas pesquisas” e considera que com cerca de dois terços dos votos dos demais candidatos migrando para o candidato do PL, ele se torna o favorito. O Partido Liberal também se destacou ao eleger 19 senadores e firmar a maior bancada na Câmara dos Deputados, além de conquistar expressiva votação no Nordeste e eleger candidatas como Michelle Bolsonaro, Bia Kicis e Carolina de Toni.
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), mesmo preso e inelegível, é apontado como um dos grandes vencedores do pleito por especialistas, pois bancou a candidatura do filho Flávio e mobilizou apoios internos, inclusive através de uma carta pública de apoio durante cumprimento de prisão domiciliar. Outros integrantes da família, como Carlos Bolsonaro, eleito senador por Santa Catarina, Michelle Bolsonaro, senadora pelo Distrito Federal, e Jair Renan, deputado federal por Santa Catarina, também foram eleitos.
No campo dos derrotados, a candidatura de Lula terminou em segundo lugar no primeiro turno, em situação inédita desde 2002, apesar de medidas de governo às vésperas das eleições. O Partido dos Trabalhadores (PT) manteve força apenas em parte do Nordeste, com reeleição de governadores em três estados. O PSD, liderado por Gilberto Kassab, sofreu derrotas significativas, elegendo apenas dois senadores, e nomes da direita radical ampliaram sua bancada no Senado, defendendo pautas como o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal.




