Da redação
Nikolas Ferreira (PL-MG) se tornou o deputado federal mais votado da história do Brasil, conforme dados da apuração, obtendo 3,11 milhões de votos em Minas Gerais e ultrapassando o recorde anterior, que era de Eduardo Bolsonaro. A votação expressiva consolidou Ferreira como uma das principais figuras do Partido Liberal, popularizando um modelo de atuação política voltado às redes sociais e à juventude conservadora.
Segundo o analista político Creomar de Souza, a atuação de Ferreira foi decisiva para a ascensão de novos nomes da direita, como Lucas Pavanato (PL-SP), que recebeu mais de três milhões de votos para deputado federal em São Paulo e desponta como aliado. Outro exemplo citado é Lucas Polese (PL-ES), eleito deputado federal mais votado do Espírito Santo, que também contou com o apoio de Ferreira em sua campanha e utiliza fortemente as mídias digitais.
A multiplicação desse modelo se reflete em diferentes estados e partidos. André Fernandes (PL-CE), reeleito deputado federal com recorde de votos no Ceará, construiu sua notoriedade inicial como youtuber. Guilherme Kilter (Novo-PR), de 24 anos, tornou-se o segundo mais votado do Paraná com base em sua atuação nas redes sociais e apoio do deputado mineiro. No Legislativo paulista, Eduarda Campopiano (PL-SP) foi a mais votada para a Assembleia Legislativa.
Pesquisadores como Rodrigo Prando, da Universidade Presbiteriana Mackenzie, e Eliara Santana, do Observatório das Eleições/IEPI, atribuem esse fenômeno à habilidade desses jovens em utilizar a linguagem digital e às conexões políticas construídas em igrejas. Santana destaca a integração entre política, religião e mídias digitais, apontando que Ferreira defende a maior ocupação do espaço político por cristãos, perspectiva exposta em publicações como o livro “O Cristão e a Política”.




