Da redação
Keka Bagno (Psol-DF) foi eleita deputada distrital com 40.569 votos e ocupará uma das 24 cadeiras da Câmara Legislativa do Distrito Federal na próxima legislatura. Ela encerra trajetória construída em movimentos sociais, no Conselho Tutelar e na defesa dos direitos humanos.
De acordo com Bagno, sua chegada à Câmara Legislativa resulta de uma construção coletiva de mulheres negras e do campo progressista. Em entrevista, afirmou: “40 mil votos é uma votação muito expressiva para nós, enquanto mulheres negras, que a gente tem uma grande dificuldade de estar nos mesmos espaços, com as mesmas estruturas”. Segundo ela, a presença de parlamentares identificadas com a extrema direita representará um desafio, exigindo união da bancada progressista na defesa de direitos.
Antes de assumir o novo mandato, Bagno coordenou a Comissão de Direitos Humanos, Cidadania e Participação Legislativa da Casa, presidida por Fábio Felix (Psol-DF), eleito deputado federal com 224.224 votos. Em sua trajetória, foi conselheira tutelar em dois mandatos, sendo a candidata mais votada na eleição de 2019, e disputou o governo do Distrito Federal em 2022, tornando-se a primeira mulher negra a concorrer ao cargo.
Na próxima legislatura, o Psol terá dois representantes: Bagno e Max Maciel, que obteve 92.234 votos, maior votação da história da Câmara Legislativa. Entre os 24 eleitos, cinco são mulheres, incluindo Estefane Sampaio e Renata D’Aguiar, ambas do Republicanos, além das reeleitas Jaqueline Silva (MDB) e Dayse Amarilio (PSB).




