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El Niño eleva risco de extremos climáticos no sudoeste do Oceano Índico, alerta OMM


Da redação

A Organização Meteorológica Mundial alertou para o risco elevado de eventos climáticos extremos no sudoeste do Oceano Índico entre outubro e março de 2027, devido à interação do fenômeno El Niño com outros indicadores climáticos. A agência prevê secas e escassez de água no sul, enquanto as zonas ao norte devem enfrentar temporais, deslizamentos e aumento expressivo das temperaturas.

Segundo a agência, o Fórum de Perspectivas Climáticas do Sudoeste do Oceano Índico reuniu especialistas de países como Comores, Madagascar, Malauí, Ilhas Maurício, Moçambique, Seychelles, África do Sul e Tanzânia para discutir os impactos previstos. O risco de a região registrar temperaturas nos 10% mais altos de sua história estatística aumentou cinco vezes. Meteorologistas estimam que recordes de calor sejam quebrados nos próximos dois trimestres.

O calor extremo pode provocar insolação e desidratação, com impactos imediatos para a saúde pública, além de causar danos significativos à agricultura e aos ecossistemas marinhos, como o aumento do branqueamento de corais. O sul de Moçambique, Malauí, África do Sul e sudoeste de Madagascar devem enfrentar precipitação abaixo da média, comprometendo safras, pastagens e segurança alimentar, conforme a agência.

Já regiões como Tanzânia, norte do Malauí, Ilhas Seychelles e partes das Ilhas Mascarenhas devem registrar chuvas acima do normal, o que eleva os riscos de enchentes, deslizamentos, contaminação da água e prejuízos à infraestrutura. Em Madagascar, o contraste climático ocorrerá entre o norte e o leste, com chuvas acima da média, e o sudoeste, afetado por estiagem. A OMM recomenda que governos antecipem planos emergenciais para minimizar danos humanos e econômicos.