Da redação
O Ministério do Trabalho e Emprego atualizou a lista suja do trabalho escravo e incluiu 82 novos empregadores. Entre eles, Rondônia é o primeiro estado a figurar no cadastro desde sua criação, em 2003. O processo relacionado ao estado envolve dois trabalhadores localizados em condições degradantes e segue sob sigilo.
De acordo com o ministério, o número de novos empregadores é 51,48% menor em relação à atualização anterior, realizada em abril. Minas Gerais concentra a maioria dos novos nomes, com 19, seguida pela Bahia, com oito. Amazonas e Maranhão tiveram seis ocorrências cada.
A criação de bovinos para corte foi o setor com o maior número de trabalhadores resgatados, totalizando oito casos. Na sequência estão os serviços domésticos, com sete pessoas encontradas em condições análogas à escravidão. As produções de carvão vegetal e café tiveram, cada uma, seis trabalhadores identificados.
Na atualização mais recente, 151 nomes foram excluídos do cadastro após o cumprimento do prazo de permanência. Em agosto, operação coordenada pelo Ministério do Trabalho e Emprego resgatou 479 trabalhadores em todo o país, com estimativa de pagamento de R$ 3,49 milhões em verbas rescisórias. Após a última inclusão de nomes em abril, o então secretário de Inspeção do Trabalho deixou o cargo, em meio a denúncias de fragilização do combate ao trabalho escravo por parte do ministro Luiz Marinho.




