Da redação
O bombeiro militar Marcos Paulo Fujarra de Oliveira, de 28 anos, é alvo de um mandado de prisão preventiva decretado pelo Tribunal de Justiça de São Paulo. Oliveira é acusado de matar a tiros o estudante de Medicina Bruno Hashimura San Juliano, de 23 anos, após uma discussão de trânsito em Taubaté, interior paulista. O mandado poderá ser cumprido após o término do período de restrição a prisões previsto na legislação eleitoral.
O artigo 236 do Código Eleitoral impede a prisão de eleitores nos cinco dias que antecedem a eleição e nas 48 horas seguintes ao encerramento da votação, salvo exceções. Como Oliveira foi preso em flagrante após o crime, ele recebeu liberdade provisória em audiência de custódia e teve o cumprimento de medidas cautelares imposto. O Ministério Público recorreu e o Tribunal de Justiça de São Paulo decidiu pela prisão preventiva.
Segundo o advogado Claudio Rodrigues, que defende Oliveira, o bombeiro pretende se entregar voluntariamente à polícia após o fim da restrição eleitoral. De acordo com a Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo, o crime ocorreu na Avenida Professor Walter Thaumaturgo, conhecida como Avenida do Povo. A defesa alega legítima defesa.
Bruno cursava o quarto semestre de Medicina na Universidade de Taubaté (Unitau) e deixa um filho de dois anos. A perícia foi feita pela Polícia Técnico-Científica e a arma usada no crime foi apreendida. Conforme o 11º Grupamento de Bombeiros, Oliveira estava afastado do serviço, em licença sem vencimentos, e não atuava no Vale do Paraíba. O caso foi registrado como homicídio no 1º Distrito Policial de Taubaté.




