Da redação
A coordenação da campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva será ampliada após críticas internas ao desempenho do petista no primeiro turno. Ex-ministros como Camilo Santana (PT-CE) e Rui Costa (PT-BA) passam a integrar o comitê com voz ativa. Lula também avalia se José Guimarães, ministro das Relações Institucionais, poderá se licenciar do cargo para buscar apoios de partidos de centro.
Segundo relatos de integrantes do Partido dos Trabalhadores, a reformulação ocorre diante de críticas à condução de Edinho Silva, presidente da sigla, principalmente quanto à centralização de decisões e pouca troca de informações com membros experientes em campanhas. De acordo com um aliado do presidente, “ficou tudo muito fechado. Tem que abrir. Se não [abrir], vai perder”.
As queixas internas também abrangem Sidônio Palmeira, ministro da Secretaria de Comunicação Social, que manteve sua função no Palácio do Planalto e atuou em parceria com o publicitário Raul Rabelo, marqueteiro oficial de Lula. Uma das discordâncias refere-se à escolha do tema soberania como um dos motes principais da campanha, considerado incapaz de mobilizar eleitores.
Integrantes do partido apontam insatisfação com o resultado e cobram mudanças na estratégia de comunicação. Nos bastidores, membros do PT defendem maior participação de lideranças regionais e nomes experientes na definição das próximas etapas da campanha, buscando reverter o cenário identificado após o primeiro turno.




