Da redação
O Ministério do Trabalho e Emprego incluiu 82 empregadores na “lista suja” do trabalho análogo à escravidão, cadastro que reúne empresas e pessoas físicas autuadas por manterem trabalhadores sob essas condições, segundo a pasta. Na atualização feita nesta terça-feira (6), foram 54 pessoas físicas e 28 pessoas jurídicas incluídas, com 553 trabalhadores resgatados.
Conforme o ministério, as fiscalizações resultaram em ocorrências que envolvem desde casos com apenas um trabalhador, geralmente em serviços domésticos, até situações de mais de 50 pessoas, como os 54 trabalhadores libertados no Garimpo Filão dos Abacaxis, em Maués (AM). As ações foram realizadas em 21 unidades da Federação.
As principais atividades econômicas identificadas com ocorrências foram a criação de bovinos para corte, serviços domésticos, produção de carvão vegetal, produção de café e construção de edifícios, segundo relatório do Ministério do Trabalho e Emprego. A atualização contempla fiscalizações feitas em 2024 e 2025, conforme divulgado pela pasta.
O ministério destaca que cada auto de infração resulta em processo administrativo, garantindo contraditório e ampla defesa aos autuados. A inclusão na lista só ocorre após o encerramento desse trâmite. Desde 1995, mais de 70 mil trabalhadores foram resgatados nessas condições, com R$ 171 milhões pagos em indenizações. Denúncias podem ser realizadas de forma remota e sigilosa pelo Sistema Ipê, lançado em 15 de maio de 2020 em parceria com a Organização Internacional do Trabalho.




