Da redação
O Senado, após o resultado do primeiro turno das eleições, discute possíveis mudanças no Supremo Tribunal Federal, especialmente em relação ao ministro Alexandre de Moraes, segundo relatos de bastidores. O Partido Liberal elegeu 28 senadores, formando uma bancada superior à do Movimento Democrático Brasileiro na época de José Sarney.
De acordo com parlamentares, há articulações para um acordo amplo que envolva a soltura de Jair Bolsonaro e anistia aos condenados pelos eventos de 8 de janeiro de 2023. No entanto, setores do Senado afirmam que pode ser exigida uma saída de ministros do Supremo, como destacou um interlocutor: “alguma cabeça precisará ser entregue” e “alguém vai ter de sangrar”, em referência à Suprema Corte.
Entre os ministros, Dias Toffoli é considerado politicamente mais vulnerável, conforme avaliação consensual. Entretanto, os movimentos do Senado permanecem voltados para Moraes, apelidado de “Xandão”. O apoio inicial de Michel Temer a Flávio Bolsonaro é visto como um elemento estratégico, já que Temer foi responsável pela indicação de Moraes ao Supremo e pode atuar como interlocutor político entre as partes.
Segundo informações apuradas nos bastidores, uma das alternativas cogitadas prevê que Moraes deixe o Supremo sem ser submetido a um julgamento criminal, com garantia de liberdade para atuar como advogado ou ingressar em atividades políticas. A composição do novo Senado, dominada por aliados do Partido Liberal, é considerada determinante para os possíveis desdobramentos.




