Da redação
A ex-ministra Kátia Abreu, coordenadora da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva no Tocantins, questionou a atuação da primeira-dama Janja durante a disputa eleitoral. Em entrevista, Abreu afirmou não identificar ganhos eleitorais com a participação de Janja e disse considerar prioritária a eleição do ex-presidente.
Segundo Abreu, a presença frequente da primeira-dama não estaria provocando simpatia. “Está causando simpatia? Está gerando voto? Nós estamos percebendo que não, e isso está na boca de todo mundo. Neste momento, não está causando simpatia. Nesta hora, qual é a prioridade: aparecer ou eleger o marido? Para mim, é eleger o Lula”, disse. Ela ainda ponderou: “Não se trata de implicância com ela, se trata de uma implicância com o excesso dela que não está gerando coisas positivas”.
Durante uma reunião do Partido dos Trabalhadores em Brasília, Abreu sugeriu “menos Janja, mais Alckmin” no segundo turno. Questionada após o vazamento da fala, declarou: “Falei o que tinha que falar, o que eu estava sentindo, e não me arrependo. O que eu quero é ajudar. Se vazou, eu não sou culpada, porque a reunião era fechada”. Janja, por sua vez, enviou mensagem de texto a Abreu afirmando que não vai aparecer menos na campanha por decisão do presidente Lula.
Abreu atribuiu o desempenho de Flávio no primeiro turno a problemas na comunicação do governo, avaliando que as realizações da gestão não têm alcançado o eleitorado. “O Lula ganhou (em 2022) com 1,9 ponto de vantagem. E aí fez o quê para ampliar? Como é que foi a comunicação disso aqui? Deu foi ré”, afirmou.




