Início Política Resultado da eleição presidencial pode influenciar ritmo de cortes da Selic

Resultado da eleição presidencial pode influenciar ritmo de cortes da Selic


Da redação

A próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) está marcada para os dias 3 e 4 de novembro, após o segundo turno das eleições presidenciais, em que disputam o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo analistas, o mercado acompanha se o Copom seguirá com o processo de corte da taxa básica de juros, atualmente fixada em 13,75% ao ano.

De acordo com especialistas, a definição sobre quem ocupará a Presidência pelos próximos quatro anos pode influenciar a continuidade dos cortes na Selic. A liderança de Flávio Bolsonaro no primeiro turno resultou em valorização das ações negociadas na Bolsa de Valores de São Paulo, redução do preço do dólar e da curva de juros futuros, trazendo otimismo ao ambiente econômico.

Por outro lado, pressões inflacionárias de curto prazo representam risco para a continuidade do ciclo de redução dos juros. Especialistas apontam que, diante de dados econômicos contraditórios, a agenda do próximo governo poderá ser determinante caso inclua compromissos sólidos com reformas fiscais, controle de gastos públicos e contenção do crescimento da dívida.

O economista Rodolfo Margato, da XP, avalia que o debate eleitoral agrega incertezas à trajetória da Selic, principalmente a partir do segundo semestre de 2027. Segundo Margato, o Copom tende a manter cortes cautelosos de 0,25 ponto percentual até o fim do ano. Ele afirma que “perspectivas de taxa Selic terminal mais baixa podem ganhar força caso haja avanços na agenda de ajuste fiscal”.