Da redação
Mulheres do Distrito Federal relataram experiências e desafios vivenciados nas áreas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática durante um painel no Centro Universitário de Brasília (Ceub). Estudantes e profissionais destacaram a predominância masculina nas salas de aula, os caminhos não-lineares de ingresso nessas áreas e a importância de projetos que aproximem mulheres da tecnologia.
Segundo a Unesco, apenas 17 dos 589 Prêmios Nobel em ciência e tecnologia foram concedidos a mulheres, e somente 35% das matrículas no ensino superior nessas áreas são de estudantes do sexo feminino. No evento, Bruna Martins, estudante de ciência da computação, afirmou que ver outras mulheres progredindo serve de estímulo, além de defender que a coragem para errar é parte importante do aprendizado em tecnologia.
Sarah Tuyani, psicóloga e comunicadora, relatou como sua trajetória foi impulsionada pela participação em um projeto do Google, levando-a a pesquisar fraudes digitais e ampliar sua compreensão sobre riscos no ambiente virtual. Clarice Nunes, aluna do Ceub, contou que criou a plataforma VIVI, que conecta voluntários a instituições, após oportunidades surgidas pela iniciação científica.
A professora Kadija Valéria ressaltou a importância de aproximar estudantes da pesquisa e do ambiente acadêmico ainda na graduação. Ela afirmou que estereótipos de gênero influenciam desde cedo a percepção das capacidades das meninas, defendendo a educação como instrumento para ampliar o acesso de mulheres em áreas tecnológicas e promover oportunidades de desenvolvimento acadêmico e profissional.




