Da redação
Três policiais militares morreram após a queda de um avião da Polícia Militar de Minas Gerais em Santana do Paraíso, no Vale do Aço, a 55 quilômetros de Belo Horizonte. A aeronave decolou da capital com destino a Ipatinga para uma rechecagem anual de habilitação de pilotos. Segundo a corporação, o acidente ocorreu nas proximidades do Aeroporto Regional do Vale do Aço. No mesmo dia, houve outro acidente aéreo em Minas Gerais que também resultou em morte.
As vítimas foram identificadas como a primeira-tenente Gabriela Emília Soares Lacerda Resende, o tenente-coronel Luis Silvestre e a tenente Alice Almeida. A Polícia Militar informou que a decolagem do avião ocorreu entre 15h e 16h, tendo como objetivo a ratificação anual da habilitação dos pilotos. Durante a manhã, outro piloto morreu em queda de aeronave na capital mineira.
Gabriela havia retornado recentemente de licença-maternidade. Na véspera do acidente, o Comando de Aviação do Estado divulgou um vídeo em que a militar se despede do filho antes de embarcar, emocionando-se ao deixar os dois filhos. Na publicação, a corporação escreveu: “Depois de uma pausa para viver um dos momentos mais importantes de sua vida, a Tenente Emília retorna aos céus. Ser mãe. Ser piloto. Ser policial militar. Três papéis, uma só mulher — e uma coragem que vai muito além do voo. Bem-vinda de volta, Tenente Emília!”.
De acordo com a Polícia Militar, Gabriela foi a primeira mulher da corporação habilitada para pilotar aeronaves de asas fixas no Comando de Aviação. Ela ingressou na corporação em fevereiro de 2017 e foi declarada oficial em 2019. Alice Almeida atuou no Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais por sete anos antes de ingressar na Polícia Militar, onde tornou-se piloto após aprovação em processo seletivo. O tenente-coronel Luis Silvestre integrava a corporação desde 2004 e chefiava o Esquadrão de Aviões do Comando de Aviação do Estado.




