Início Política Filipe Barros, 35, eleito senador mais jovem da história, defendeu voto impresso

Filipe Barros, 35, eleito senador mais jovem da história, defendeu voto impresso


Da redação

Filipe Barros (PL-PR), 35, foi eleito ao Senado pelo Paraná e se tornará o mais jovem senador da história do país desde o início do século 20, segundo registros oficiais. Barros obteve 3,1 milhões de votos e integra o grupo bolsonarista paranaense, que elegeu também Deltan Dallagnol (Novo) ao Senado e Sérgio Moro (PL) ao governo estadual. A candidatura de Dallagnol ainda será julgada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), enquanto a vaga de Moro no Senado será assumida pelo advogado Luis Felipe Cunha (PL).

Barros afirmou que, com os resultados, o Paraná contará com “três senadores alinhados com Sergio Moro”, destacando que isso representa “uma força que o Paraná nunca teve”. O parlamentar defendeu o voto impresso, o debate sobre o Judiciário e o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Sobre sua proximidade com o núcleo bolsonarista nacional, disse: “E se Deus quiser, Flávio Bolsonaro será presidente da República”.

O senador eleito é ex-integrante do Movimento Brasil Livre (MBL) e ganhou visibilidade durante o processo de impeachment de Dilma Rousseff (PT) com vídeos de oposição à ex-presidente. Barros foi vereador em Londrina em 2016, deputado federal em 2018 e presidiu a Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados. Em 2024, apresentou projeto para elevar o limite do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), mas retirou o texto após questionamentos.

Barros chegou a ser apontado, em 2022, pela Polícia Federal como responsável por vazar a Jair Bolsonaro um inquérito sobre ataque ao sistema do TSE, mas não foi indiciado. No mesmo período, participou de reunião sob comando de Bolsonaro para debater supostas fraudes nas urnas eletrônicas e atuou como relator da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do voto impresso, que foi rejeitada na Câmara.