Início Política Ameaças a estudantes pró-Lula levam governo, MP e PF a reforçar segurança

Ameaças a estudantes pró-Lula levam governo, MP e PF a reforçar segurança


Da redação

Universidades e institutos federais, estaduais e privados reforçaram a segurança após ameaças a alunos durante manifestações de apoio à reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ministérios, reitorias e entidades estudantis comunicaram os casos à Polícia Federal, Polícia Civil e autoridades municipais, buscando a investigação das mensagens hostis.

No Rio de Janeiro, a Universidade Federal Fluminense (UFF) enviou à Polícia Federal conversas de um grupo virtual denominado “Juntos com Bolsonaro”, que sugeria incendiar a instituição e agredir manifestantes; dois suspeitos foram indiciados. Também no estado, estudantes da Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF) registraram boletim de ocorrência sobre ameaças recebidas em chats ligados ao pleito eleitoral, incluindo menção ao uso de explosivos.

Em Minas Gerais, alunos da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e da Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop) relataram intimidações e ameaças de morte após organizarem assembleias pró-Lula. O deputado Rogério Correia (PT-MG) registrou ocorrência sobre áudios e mensagens circulados em grupos com nomes contrários ao candidato petista. O Instituto Federal de Minas Gerais (IFMG) também denunciou mensagens violentas.

Casos semelhantes foram registrados fora do âmbito federal. No Mackenzie, em São Paulo, integrantes de um grupo chamado Caça aos Comunistas tentaram agredir apoiadores de Lula durante ato na rua Maria Antônia, exigindo intervenção policial. A Universidade Estadual de Londrina (UEL), no Paraná, elaborou plano de contingência após mensagens sugerirem ataques durante manifestações no campus. A Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) comunicou tumulto e intimidações por pessoas ligadas ao Movimento Brasil Livre (MBL), enquanto a Universidade Federal de Sergipe (UFS) interrompeu ato após a chegada de um policial armado.

De acordo com o Ministério da Educação, a pasta solicitou à Polícia Federal a apuração das ameaças, especialmente após relatos de aumento da violência enviados por estudantes, professores e reitores. Na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), o reitor Alfredo Macedo Gomes pediu investigação de mensagens intimidatórias, enquanto a Polícia Federal apura as causas do incêndio em laboratórios, sem confirmação do vínculo entre o fogo e as ameaças até o momento.