Da redação
A Proposta de Emenda à Constituição que encerra o regime de trabalho seis por um e a reforma tributária concentraram os debates políticos na primeira semana após o primeiro turno, segundo economistas e investidores. Os temas dominam a agenda devido ao potencial de impacto sobre arrecadação, inflação e crescimento.
Daniella Marques, assessora econômica de Flávio Bolsonaro, afirmou que, caso o candidato do PL seja eleito, extinguirá o sistema de split payment, mecanismo previsto na reforma tributária para descontar tributos automaticamente de pagamentos feitos com cartão ou Pix. A ferramenta busca reduzir a sonegação fiscal, mas, conforme Daniella, afeta o fluxo de caixa principalmente de micro e pequenas empresas.
Pela lei aprovada no Congresso, o split payment passará a funcionar de forma facultativa e gradual entre empresas em 2027, tornando-se obrigatório em todas as compras a partir de 2028. Especialistas consultados afirmam que a extinção do mecanismo traria perda de arrecadação ao governo. Não há estimativa oficial sobre os valores que seriam arrecadados.
Outro tema debatido é a regulamentação das alíquotas do Imposto Seletivo, cujo atraso pode gerar perdas de receitas estimadas em R$ 40 bilhões em 2027, segundo o governo. Já a PEC sobre a jornada seis por um, se aprovada, elevará custos trabalhistas, segundo a Confederação Nacional da Indústria, com alta de até R$ 267,2 bilhões na produção, queda de 0,7% no Produto Interno Bruto, ou R$ 76,9 bilhões, e aumento médio de 6,2% nos preços ao consumidor.




