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Lula reformula campanha e reforça comunicação sem substituir Edinho Silva e Sidônio Palmeira


Da redação

A campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, passa por mudanças nas áreas de coordenação política e comunicação após ficar atrás de Flávio Bolsonaro (PL) no primeiro turno. Segundo fontes, o objetivo é dar mais agilidade às redes e adotar tom mais agressivo na disputa.

Entre os reforços na equipe de comunicação estão o publicitário Rafael Marroquim, que atuou na campanha de João Campos (PSB) à Prefeitura de Recife, Otávio Antunes, marqueteiro de Fernando Haddad, e Bruno Monteiro, que trabalhou para Jerônimo Rodrigues na Bahia. Essas alterações ocorrem para evitar descontentamentos com Edinho Silva, coordenador-geral, e Sidônio Palmeira, ministro responsável pela comunicação.

Sidônio segue no comando da Secretaria de Comunicação Social, mas agora tem Raul Rabelo, seu sócio, como principal interlocutor. Palmeira enfrenta críticas por decisões consideradas prejudiciais ao desempenho de Lula, que classificou a campanha do primeiro turno como “a menos organizada de sua trajetória política”, conforme integrantes do PT.

Na coordenação política, Lula incorporou Camilo Santana, senador e ex-ministro da Educação, Rafael Fonteles, governador reeleito do Piauí, e Rui Costa, senador eleito e ex-ministro da Casa Civil. Santana agora atua como porta-voz da campanha, com entrevistas diárias no comitê de Lula no Lago Sul, em Brasília. Na primeira entrevista, ele anunciou agenda no Sudeste, comparou os governos de Lula e Jair Bolsonaro e reforçou a tática de associar eventual novo governo bolsonarista a dificuldades econômicas enfrentadas recentemente na Argentina sob Javier Milei.