Da redação
O Tribunal Superior Eleitoral determinou que Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Geraldo Alckmin (PSB) e André Janones (Rede-MG) apresentem defesa em até cinco dias em uma ação movida por Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência. Conforme decisão do ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, Flávio também deve esclarecer, em 72 horas, os pedidos que incluem a suspensão de um canal do WhatsApp ligado a apoiadores de Lula.
A ação protocolada pela campanha de Flávio solicita a suspensão do canal “Exército do Lula” e do perfil @janones.apoio no Instagram, além da retirada de publicações e interrupção de impulsionamentos. Segundo a equipe de Flávio, Janones é acusado de coordenar a divulgação de conteúdos considerados ofensivos e de desinformação contra o candidato do PL. Ainda de acordo com a petição, o deputado distribuía “missões” aos integrantes do canal para compartilhar postagens em redes sociais e grupos de WhatsApp.
O ministro Ricardo Villas Bôas Cueva também determinou que a campanha de Flávio especifique se já fez pedidos semelhantes em outros processos, identifique supostas irregularidades de cada publicação, aponte anúncios ainda ativos e detalhe os dados digitais cuja preservação solicita. Cueva destacou ser necessário delimitar os fatos sob análise, justificando que “a natureza dinâmica da comunicação digital não autoriza, por si só, que novas publicações venham a integrar automaticamente o objeto da investigação”.
Em transmissão ao vivo no Instagram, Janones negou a divulgação de notícias falsas e afirmou que o canal mencionado ainda não havia iniciado publicações. “Eu não divulguei nenhuma notícia porque o canal não começou ainda, estava marcado pra começar hoje”, declarou. O deputado acusou a campanha adversária de tentar impedir a mobilização de apoiadores de Lula.




