Da redação
A crise no Supremo Tribunal Federal, que marcou a primeira fase das eleições, assumiu novo papel na reta final da corrida presidencial. As campanhas de Flávio Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva avaliam estratégias diante do resultado do primeiro turno e da maioria de parlamentares de direita eleitos para o Congresso, especialmente ao Senado, que tem poder para aprovar impeachment de ministros do Supremo.
Segundo integrantes das campanhas, a crise no STF mobiliza o eleitorado e exige cautela. No Partido dos Trabalhadores, a decisão é manter afastamento do ministro Alexandre de Moraes e da Corte, evitando associar o problema institucional ao governo Lula. O presidente e candidato à reeleição insiste na proposta de reforma do Judiciário, com alteração na escolha de ministros do Supremo.
A orientação no PT é evitar atos que possam demonstrar proximidade com integrantes do STF. No primeiro turno, Lula chegou a se reunir com o presidente do tribunal, Edson Fachin, e com o ministro Gilmar Mendes, para debater o escândalo envolvendo Moraes, mas pretende não repetir encontros semelhantes nesta etapa.
Já Flávio Bolsonaro, candidato pelo Partido Liberal, amplia o discurso a favor de mudanças no Supremo e defende o afastamento de Alexandre de Moraes. Após seu coordenador de campanha, senador Rogério Marinho (PL-RN), buscar interlocução com ministros, aliados afirmam que o impeachment de Moraes é prioridade. Conforme um integrante do núcleo da campanha: “Esse Congresso foi eleito para fazer isso, para que o Senado funcione como freio e contrapeso ao STF”.




