Da redação
A ativista sueca Greta Thunberg participou de um protesto diante da escola de ensino médio Lycée Paul Eluard, em Saint-Denis, ao norte de Paris, enquanto alunos franceses realizaram manifestações contra as más condições dos prédios escolares. O movimento, em sua quarta semana, questiona a falta de professores, salas superlotadas e instalações degradadas.
Segundo o ministro da Educação, Edouard Geffray, aproximadamente 200 escolas estavam fechadas, algumas por medidas de segurança devido ao trajeto das marchas. Durante os protestos, houve bloqueios em centenas de escolas, confrontos com a polícia e o uso de gás lacrimogêneo, resultando em centenas de feridos e milhares de detenções.
Greta Thunberg afirmou que os estudantes franceses “devem saber que, em todo o mundo, estamos acompanhando esses acontecimentos” e elogiou os jovens que reivindicam “seus direitos básicos”. Ela classificou a atuação policial como um sinal “extremamente violento” de que as autoridades estariam ignorando as demandas das novas gerações.
A atuação policial foi alvo de críticas de políticos de esquerda, enquanto a candidata presidencial Marine Le Pen e outros apontaram os manifestantes violentos como responsáveis pelos danos às escolas e ferimentos. O governo suspendeu o uso de granadas de efeito moral após a perda da mão de um adolescente em incidente recente. O movimento elevou a sensação de crise no país às vésperas da eleição presidencial, que pode levar ao primeiro governo de extrema-direita desde a Segunda Guerra Mundial.




