Da redação
As Nações Unidas marcam o Dia Internacional para a Redução do Risco de Desastres com a mensagem “Resiliência começa em casa”, destacando que a escolha entre uma moradia segura e uma financeiramente acessível não deve ser imposta, conforme o Escritório da ONU para a Redução do Risco de Desastres, Undrr. O secretário-geral António Guterres pediu aos governos que exijam códigos de construção considerando riscos, planejem o uso do solo e promovam investimentos privados em construções resilientes e seguros acessíveis.
Segundo o Undrr, embora a mortalidade média por desastres tenha registrado queda de 65% na última década, o número de pessoas afetadas quase duplicou no mesmo período. Entre 2005-2014 e 2016-2025, a taxa de mortalidade caiu de 2,12 para 0,75 mortes por 100 mil habitantes, enquanto o índice de pessoas afetadas passou de 1.227 para 2.449 por 100 mil. Grupos vulneráveis, como pessoas idosas, pessoas com deficiência e famílias de baixa renda, enfrentam os maiores impactos.
De acordo com a ONU, cerca de 100 milhões de pessoas foram afetadas por desastres anualmente entre 2016 e 2025. As perdas econômicas diretas chegaram a US$ 1 trilhão, podendo atingir US$ 2,3 trilhões ao considerar prejuízos indiretos em apenas um ano. Países menos desenvolvidos, mesmo representando aproximadamente 12% da população informante, concentram 28,7% das mortes notificadas.
Houve avanço na adoção de estratégias nacionais de redução de risco: o número de países com políticas passou de 56, em 2015, para 151, e 128 relataram possuir sistemas de alerta antecipado, contra 55 em 2015. O Undrr aponta que os países em desenvolvimento sem litoral respondem por 20,8% das mortes, apesar de representarem 5,1% da população englobada, ressaltando a necessidade de orientação e recursos adaptados à realidade local.




