Da redação
O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais informou que os alertas de desmatamento na Amazônia atingiram cerca de 350 quilômetros quadrados em setembro, aumento de 9% em relação ao mesmo mês do ano anterior. No Amazonas, incêndios florestais geraram crise ambiental, com aproximadamente 1.600 focos de fogo registrados entre 1º e 12 de outubro, crescimento de 260% em relação ao período comparável de 2025. A situação resultou na deterioração da qualidade do ar em Manaus, suspensão de atividades presenciais em instituições de ensino e reconhecimento de situação de emergência em 36 municípios.
Apesar da alta mensal, o acumulado de janeiro a setembro apresentou queda de 27% nos alertas de desmatamento em relação ao mesmo intervalo do ano anterior. Em 2025, a taxa consolidada de desmatamento da Amazônia Legal foi de 5.731 quilômetros quadrados, redução de 12,07% em relação a 2024. O governo federal anunciou o envio de aeronaves e brigadistas para o combate aos incêndios, enquanto surgiram divergências entre representantes estaduais e federais quanto a pedidos prévios de auxílio.
Diante do cenário, manifestações de artistas voltaram a circular nas redes sociais. Durante o governo de Jair Bolsonaro (PL), nomes como Caetano Veloso, Daniela Mercury, Seu Jorge, Emicida, Nando Reis, Maria Gadú e Lázaro Ramos participaram de mobilizações pela proteção ambiental. A atuação destes artistas voltou a ser questionada diante dos problemas ambientais recentes.
Em março de 2022, integrantes desse grupo estiveram no Supremo Tribunal Federal para solicitar prioridade no julgamento de ações relacionadas ao desmatamento da Amazônia, ao Fundo Amazônia, ao Fundo Clima e às queimadas no Pantanal. Na ocasião, um documento com 42 assinaturas foi entregue aos ministros da Corte.




