Da redação
Trinta e dois clubes do futebol inglês possuem caixa suficiente para menos de 30 dias caso os proprietários interrompam os aportes, segundo David Kogan, presidente do Regulador Independente do Futebol (IFR). O alerta acompanha a divulgação da versão preliminar do relatório State of the Game, sobre sustentabilidade financeira no setor.
De acordo com o diagnóstico, as cinco primeiras divisões movimentaram cerca de nove bilhões de libras na temporada 2025/26, equivalentes a aproximadamente R$ 59,7 bilhões. Apesar do volume, 94% dos clubes registraram prejuízo, com perdas totais de 1,7 bilhão de libras, cerca de R$ 11,3 bilhões. Entre março de 2025 e março de 2026, 67 clubes receberam ao menos seis injeções de recursos dos donos, sendo 28 com doze ou mais transferências.
O levantamento mostra ainda que 17 equipes da English Football League, da segunda à quarta divisão, e da National League têm custos fora do elenco superiores à receita, apresentando prejuízo até mesmo caso os atletas atuassem de graça. A concentração de receita amplia a desigualdade: seis maiores clubes da elite responderam por 56% da arrecadação da Premier League, que deteve 80% das receitas das divisões analisadas.
Diante desse cenário, o IFR propõe reforço das reservas de caixa, planos de retirada de aportes e revisão da distribuição de receitas, além de criar regime próprio de licenciamento. A janela para solicitação de licenças provisórias será de 2 de novembro a 26 de fevereiro de 2027, com exigências sobre finanças, governança e participação dos torcedores. A Football Supporters’ Association cobrou mudanças e lembrou crises envolvendo os clubes Bury, Bolton, Wigan e Derby County.




