Da redação
O oncologista defende que a avaliação de políticas públicas deve se basear em evidências, não em nomes ou partidos. Segundo ele, programas eficazes são aqueles medidos por dados e ajustados conforme resultados, como ocorre em sua atuação médica ao escolher tratamentos baseados na melhor evidência científica disponível.
Entre os exemplos citados estão o Bolsa Família, que unificou programas anteriores, condicionou benefícios à vacinação e à frequência escolar, gerando queda de 16% na mortalidade infantil e emancipando 64% das crianças do programa. Ele destaca que, atualmente, mudanças políticas alteram o desempenho de governos, mesmo sob o mesmo líder, e critica a transformação de políticas em instrumentos eleitorais.
O médico ressalta casos em que a ausência de evidências prejudicou a população, como na gestão da pandemia e na vacinação contra a dengue. Conforme o especialista, a “soberania sanitária” concentrou recursos nas estatais, enquanto vacinas nacional e importada não tiveram ampla distribuição. Ele afirma que o marco legal do saneamento, alvo de tentativas de revisão, é respaldado por evidências internacionais de redução de mortalidade.
Para o oncologista, políticas públicas como o Simples e exemplos de boa gestão, a exemplo do Estado de São Paulo, mostram que eficiência e foco em resultados superam a retórica. Ele diz apoiar governos alinhados com dados verificáveis, e critica administrações que, segundo ele, se afastam desse modelo, seja qual for o partido ou o nome no poder.




