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Centrão articula votação de reforma eleitoral em novembro para limitar puxadores de votos


Da redação

Dez partidos do centrão fecharam acordo para votar uma reforma política na primeira semana de novembro, antes da posse dos novos congressistas, conforme reunião realizada na residência oficial do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB). O objetivo, segundo os líderes das siglas, é reduzir a influência de puxadores de votos como Nikolas Ferreira (PL-MG) e Lucas Pavanato (PL-SP) e preservar a força das legendas de centro no Parlamento.

As discussões ocorrem após o resultado das eleições, que ampliou a bancada do PL para 121 deputados federais, conforme dados consolidados, e reduziu em mais de vinte o número de cadeiras dos partidos de centro. A federação União Brasil-PP, maior bloco do centrão, caiu de 97 para 87 deputados. Segundo dirigentes, a preocupação é que novas perdas ocorram nas próximas disputas se não houver mudanças.

Entre as propostas em debate, parte dos deputados apoia o modelo distrital misto, em que metade dos parlamentares é escolhida por regiões delimitadas e metade por listas partidárias. Outro grupo prefere o “distritão”, com eleição dos mais votados, independentemente do desempenho das legendas. O distritão, contudo, exige mudança constitucional com ao menos 308 votos, e foi rejeitado anteriormente em 2015 na gestão de Eduardo Cunha (então MDB).

O modelo em vigor, de eleição proporcional em lista aberta, permite que candidatos com votação expressiva elejam outros do partido. Nikolas Ferreira e Lucas Pavanato, por exemplo, tiveram mais de três milhões de votos cada e ajudaram a eleger 13 deputados do PL em Minas Gerais e sete em São Paulo, respectivamente. Na atual legislatura, os dez partidos somam 271 votos, que cairão para 252 na próxima.