Início Eleições Esquerdistas citam fim do SUS, do Pix e eletrochoque em autismo após...

Esquerdistas citam fim do SUS, do Pix e eletrochoque em autismo após eleição


Da redação

Flávio Bolsonaro (PL) terminou o primeiro turno com maior votação que Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o que motivou a reação de figuras da esquerda, como Jean Wyllys (PT-SP), Lilia Schwarcz e Felipe Neto, a partir de manifestações nas redes sociais. Segundo relatos, esses influenciadores abordaram temas como o Sistema Único de Saúde (SUS), o Pix e o uso de eletroconvulsoterapia em crianças autistas, associando-os ao candidato do PL.

No caso do SUS, Jean Wyllys, ex-deputado federal pelo PT, publicou que estava usando suas redes para “mandar a real a pobre fodido de direita eleitor de Flávio Bolsonaro”, classificando tal atitude como “pedagogia do choque”. Ele afirmou a uma usuária: “Parabéns, seu fim está próximo, já que ele vai acabar com o SUS”. Em evento, Cláudio Lottenberg, indicado por Flávio para a área da Saúde, declarou que o SUS é uma “estrutura vitoriosa” e defendeu seu aperfeiçoamento, enquanto Alexandre Padilha (PT) expôs posicionamentos similares.

Lilia Schwarcz, historiadora, afirmou em vídeo que Flávio Bolsonaro acabaria com o Pix se eleito, relacionando a medida a suposta pressão de Donald Trump. Em contato, ela detalhou que não se referia à extinção imediata, mas a riscos de enfraquecimento do serviço. O candidato do PL nega intenção de encerrar o sistema e, em documento enviado aos Estados Unidos, listou o Pix como marco de gestão.

Felipe Neto publicou vídeo dizendo que o governo Jair Bolsonaro teria proposto eletrochoque em crianças autistas. O governo não fez recomendação neste sentido: relatório preliminar do Ministério da Saúde incluiu menção à eletroconvulsoterapia, mas informou que a técnica não era recomendada. Segundo Daniela Oliveira de Melo, da Universidade Federal de São Paulo, não houve interferência política na elaboração do documento. A Conitec submeteu o tema à consulta pública e entidades se manifestaram contrariamente à inclusão da técnica no protocolo.