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Lula e Flávio Bolsonaro apresentam propostas opostas para ajuste fiscal e papel do Estado


Da redação

As propostas econômicas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) diferem no controle das contas públicas, política tributária e relações de trabalho, conforme as campanhas. Lula defende a continuidade do atual modelo, com investimentos públicos e políticas sociais. Flávio propõe redução da estrutura estatal, corte de despesas, diminuição de impostos e custos para empresas. Ambos reconhecem a necessidade de enfrentar o crescimento da dívida pública, mas divergem nos instrumentos para equilibrar as contas e estimular a economia.

Segundo as campanhas, Lula busca manter o atual arcabouço fiscal, controlar o crescimento das despesas e promover a tributação progressiva, com maior contribuição proporcional das rendas mais altas. Defende ainda valorização real do salário mínimo, redução da jornada semanal para 40 horas sem corte salarial, expansão de investimentos em infraestrutura e manutenção de programas sociais como Bolsa Família. Flávio propõe uma nova regra fiscal ligada à trajetória da dívida, redução de ministérios, cortes de cargos comissionados, simplificação regulatória, criação de modalidades de contratação de menor custo para empregadores e estímulo ao agronegócio.

De acordo com Daniella Marques, coordenadora da equipe econômica de Flávio Bolsonaro, o ajuste fiscal proposto prevê mudanças nas regras para controlar a dívida pública, incluindo um corte de 1,5% do Produto Interno Bruto. Tanto Flávio quanto Lula afirmam intenção de manter programas sociais, entre eles Bolsa Família e Minha Casa, Minha Vida. O desafio central, segundo as campanhas, será conciliar as metas de ajuste fiscal com o financiamento dessas políticas.

Em governos anteriores, o Produto Interno Bruto cresceu, em média, 1,4% ao ano entre 2019 e 2022, com término do período marcando dívida bruta próxima de 72% do PIB e medidas emergenciais. No terceiro mandato de Lula, o PIB teve média de 2,9% ao ano, desemprego caiu para 5,6% em 2025, porém a dívida subiu para 82,9% do PIB em agosto deste ano, segundo o IBGE. As trajetórias de crescimento e endividamento variaram conforme o contexto e as decisões adotadas.