Da redação
As eleições de 2026 registraram a menor proporção de votos de legenda para a Câmara dos Deputados desde 1998, segundo levantamento com dados do Tribunal Superior Eleitoral. Dos 124 milhões de votos computados para deputados federais, 3,4 milhões foram destinados diretamente aos partidos, o que corresponde a 2,8% do total.
Desde 1998, quando os votos de legenda correspondiam a 11,3% do universo de votos, a participação desse tipo de voto vem diminuindo. O sistema possibilita ao eleitor votar em um candidato específico ou somente na sigla, digitando apenas os dois números da legenda na urna eletrônica.
De acordo com as regras, a soma dos votos dados a candidatos, partidos e federações define o número de cadeiras a que cada sigla tem direito, desde que o candidato tenha ao menos 10% do quociente eleitoral do estado. Os partidos que receberam maior proporção de votos de legenda nesta eleição — PCO, PSTU, Agir e Mobiliza — não conseguiram eleger deputados federais.
Entre os partidos com cadeiras conquistadas, a Rede registrou o maior percentual de votos de legenda, com 19%. A federação PSOL/Rede elegeu 15 deputados. Em números absolutos, o PT teve um milhão de votos de legenda, enquanto o PL recebeu 623 mil. Para as Assembleias Legislativas e para a Câmara do Distrito Federal, a proporção de votos de legenda também foi a menor da série histórica, com 5,8% do total, frente a 12,2% registrados em 1998.




