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Boavista aciona São Paulo na Justiça por R$ 524 mil de venda de Lucas Ferreira


Da redação

O São Paulo Futebol Clube responde a uma ação judicial movida pela Boavista Sociedade Anônima do Futebol, que cobra R$ 524.899,61 referentes à última parcela de um acordo pela transferência do atacante Lucas Ferreira ao Shakhtar Donetsk, da Ucrânia. Segundo a Boavista, o clube teria direito a 20% do valor líquido da venda, realizada em agosto de 2025 por € 10 milhões, mas não recebeu integralmente o montante previsto pela negociação.

O processo tramita na 1ª Vara Cível do Foro Regional do Butantã, na capital paulista. Conforme a Boavista, o acordo determinava o repasse em quatro parcelas entre março e junho, das quais o São Paulo pagou apenas três, deixando de depositar o valor previsto para 10 de junho de 2026. Sem resposta após notificação extrajudicial, a Boavista ingressou na Justiça, que determinou o pagamento em até 15 dias, mas rejeitou o bloqueio de receitas do clube paulista.

Na defesa, o São Paulo não contestou o valor cobrado, mas argumentou que a disputa deveria tramitar na Câmara Nacional de Resolução de Disputas da Confederação Brasileira de Futebol, e não na Justiça comum. A Boavista contestou, afirmando que a obrigação é de natureza financeira e que o contrato define a Justiça de São Paulo como foro competente. Não há decisão definitiva, e a ação permanece em aberto.

O histórico da negociação começou em julho de 2021, quando o São Paulo cedeu 35% dos direitos de Lucas Ferreira ao então Esporte Clube Barreira, posteriormente Boavista, tendo recomprado 15% em dezembro de 2024 e mantendo 20% vinculados à negociação. O contrato prevê repasses sobre cada pagamento do Shakhtar, incluindo bônus, e a operação foi responsável pelo maior gasto de intermediação do São Paulo em 2025.