Da redação
A disputa pela Presidência da República tornou-se mais acirrada do que previamente esperado pelo mercado, segundo relatório do banco Goldman Sachs. A instituição avalia que a semana seguinte será decisiva para o desfecho da votação marcada para o dia 25 de outubro.
De acordo com o relatório, pesquisas iniciais do segundo turno atribuíam vantagem numérica de quatro a cinco pontos para Flávio Bolsonaro (PL) frente a Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O banco observa que agora os principais institutos registram diferença de até dois pontos.
O Goldman Sachs atribui o acirramento à atuação eleitoral do governo e do PT. Segundo o banco, a campanha de Lula intensificou a estratégia nas redes sociais, direcionando esforços aos 33,5 milhões de eleitores que se abstiveram no primeiro turno. O documento cita ainda programas de crédito subsidiado, renegociação de dívidas, transferência de renda de alto custo fiscal e aprovação da redução da jornada de trabalho no Congresso.
Conforme o relatório, a campanha de Lula também reforçou o discurso de que uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro poderia resultar em cortes de programas sociais, argumento já empregado em pleitos anteriores. O banco considera decisivos os debates televisivos, especialmente o da emissora Band, no domingo, 18, além da organização das campanhas para garantir comparecimento dos eleitores no dia da votação.




