Da redação
O Senado aprovou, em dois turnos, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que extingue a escala 6×1 nas relações trabalhistas, com 75 votos favoráveis e um contrário, do senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS). A votação ocorreu no plenário da Casa e contou com a participação remota de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República, que votou a favor nos dois turnos.
Segundo informações, Davi Alcolumbre (União-AP), presidente do Senado, levou a PEC ao plenário durante o período eleitoral a pedido de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e celebrou o resultado junto à base governista. Camilo Santana (PT-CE), coordenador da campanha de Lula, atacou a postura de Flávio Bolsonaro na tribuna e comemorou a aprovação com Alcolumbre.
Outros parlamentares também tiveram papel de destaque. Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG), recém-eleito governador de Minas Gerais, cobrou que Alcolumbre pautasse o texto e defendeu a revisão da jornada. Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB) presidiu a sessão de forma interina e usava adesivo em apoio a Lula. Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio, optou por não participar, mas teve declarações exploradas pela campanha petista.
A PEC garante dois dias de descanso remunerado por semana, sem redução salarial, com jornada máxima de 42 horas semanais, que será reduzida para 40 horas em um ano e dois meses. O texto foi promulgado em sessão solene do Congresso, com presença de Lula. Erika Hilton (PSOL-SP), autora de uma das propostas, acompanhou a votação e cumprimentou Alcolumbre após o resultado.




