Da redação
O soldado André Coelho Maximo da Costa foi solto após audiência de custódia, na zona norte de São Paulo. Ele havia sido preso depois de atirar e matar Camila Pereira da Silva, de 32 anos, durante uma ocorrência em Pirituba. Segundo a defesa, a vítima estava em surto e se aproximou dos agentes com uma faca.
O advogado Gilberto Quintanilha declarou que “a justiça foi restabelecida” e classificou a ação como “legítima e dentro de tudo o que a Polícia Militar determina”. Em nota, Mauro Ribas, também da defesa, afirmou tratar-se de prisão “por cunho político e eleitoreiro” e disse que Maximo seguiu os procedimentos operacionais, utilizando a Câmera Operacional Portátil desde o início da ocorrência.
A Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo informou que um inquérito foi instaurado, que terá acompanhamento da Corregedoria da Polícia Militar. O local do fato ficou preservado pelas equipes até a chegada do Instituto de Criminalística e do Instituto Médico Legal. A arma de Maximo foi apreendida para perícia, conforme a SSP.
Outros dois homens em surto foram mortos por policiais militares em uma semana. Antonio Nunes Batista, de 40 anos, morreu na Vila Dionísia após 24 disparos em 3 de outubro. Gustavo Munis de Santana, de 20 anos, foi atingido por 27 tiros em Moema, depois de agentes efetuarem 45 disparos no sábado, 10. O secretário da Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves, disse que as abordagens seguiram protocolos.




