Da redação
A Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura, Unesco, celebra o Dia Internacional do Patrimônio Cultural Imaterial neste sábado (17), com o objetivo de reconhecer e salvaguardar manifestações culturais como danças, expressões musicais, rituais e técnicas artesanais em diferentes países. Segundo Khaled El-Enany, diretor-geral da Unesco, “o patrimônio intangível existe porque as pessoas o mantêm vivo”. A data foi definida na 42ª sessão da Conferência Geral da Unesco, que destacou a importância de preservar essas tradições.
De acordo com a Unesco, 185 países já aderiram à Convenção de 2003 para a Salvaguarda do Patrimônio Cultural Imaterial. Exemplos reconhecidos incluem a Arte Equestre em Portugal, registrada em 2024, e o Sona, prática de desenhos geométricos do povo Lunda Cokwe em Angola, incluída em 2023 na Lista do Patrimônio Imaterial. No Brasil, destaca-se o Complexo Cultural do Bumba-meu-boi do Maranhão, inscrito em 2019, que envolve práticas religiosas e artísticas transmitidas por gerações.
Outras manifestações relevantes abrangem a Ingoma Ya Mapiko, dança ritual do povo Makonde no norte de Moçambique, e o Tais, tecido artesanal tradicional de Timor-Leste, ambos reconhecidos pela Unesco. Em São Tomé e Príncipe, o teatro de rua Tchiloli foi incluído em 2025, enquanto Cabo Verde teve a Morna, principal expressão musical do país, inscrita em 2019. Essas práticas refletem a pluralidade das identidades lusófonas na África, Europa e Ásia.
O Patrimônio Imaterial da Unesco compreende saberes, línguas, crenças, costumes, tradições e manifestações artísticas, garantindo a transmissão oral e prática entre gerações. A Década Internacional da Cultura para o Desenvolvimento Sustentável (2027-2036), instituída pela Assembleia Geral das Nações Unidas, reforça o papel da cultura como motor de inovação, resistência comunitária e fortalecimento do bem-estar social.




