Da redação
Especialistas em tecnologia e cientistas têm alertado para o risco de a humanidade perder o controle da inteligência artificial, levantando temores de um possível apocalipse tecnológico. O debate sobre cenários de fim do mundo é recorrente, segundo Christopher Star, professor do Middlebury College, que publicou recentemente um livro sobre o tema.
No livro “Como Encarar o Fim do Mundo: Um Guia Ancestral para Tempos Apocalípticos”, Star afirma que a preocupação com o fim da humanidade existe há cerca de 3.000 anos e analisa como filósofos e escritores da Antiguidade refletiram sobre desastres e destruição global. O autor baseia-se em pensadores como Platão, Lucrécio, Sêneca e Hesíodo para investigar estratégias clássicas de enfrentamento diante de ameaças, sejam catástrofes súbitas ou um declínio gradual.
Segundo Star, contemplar o fim do mundo possui um papel filosófico e terapêutico, ao fornecer ferramentas psicológicas para lidar com adversidades. “A exploração do fim do mundo serve a um propósito filosófico e terapêutico mais profundo”, escreve o professor. Em entrevista, ele afirma que “o fim do mundo se apresenta de maneiras diferentes em diversas culturas” e ressalta que imaginar cenários catastróficos é uma forma de preparo e planejamento, não mero pessimismo.
O livro apresenta ainda tradições antigas, como a ideia cíclica de destruição e renascimento defendida por pensadores estoicos, e exemplos modernos, como o “relógio do apocalipse”. Star observa: “Muitas vezes, (as profecias apocalípticas) não se concretizam. E se o pior acontecer, ao longo da história, a humanidade provou sua capacidade de construir novos mundos a partir do desastre.”




