Da redação
O presidente da França, Emmanuel Macron, afirmou que “nada justifica” a violência registrada durante os protestos que causaram caos em várias cidades do país. Conforme Macron, manifestações em Paris, Marselha e outros municípios resultaram em 2.400 detidos, mil policiais feridos, saques e incêndios em prédios, incluindo a prefeitura de Limoges. O pronunciamento foi feito em rede nacional, no qual o presidente pediu que não se confundam os autores do vandalismo com os manifestantes pacíficos.
Conforme Macron, a responsabilidade pelos fatos recai sobre “facções e grupelhos da ultraesquerda” e “numerosos criminosos”. O presidente destacou ainda que os responsáveis pelos atos de vandalismo serão punidos e solicitou que todos os partidos políticos, entidades profissionais e sindicatos condenem a violência e apoiem a restauração da ordem. O presidente convocou o primeiro-ministro Sébastien Lecornu para dialogar com representantes de movimentos, sindicatos e associações sobre as reivindicações.
No campo político, Jean-Luc Mélenchon, líder da França Insubmissa (LFI), tem prestado apoio aos protestos e criticado a resposta do governo e das forças de segurança. Já Jordan Bardella, presidente da Reunião Nacional (RN), criticou o discurso de Macron, classificando o governo como “covarde e desnorteado”. O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, atribuiu os distúrbios à imigração e defendeu o endurecimento das regras migratórias francesas, em mensagem publicada na Truth Social.
O início das manifestações ocorreu em escolas, com reivindicações por melhorias no sistema de ensino, evoluindo para protestos contra o custo de vida. Recentes primeiros-ministros enfrentaram dificuldades para mediar a crise, agravada por propostas vistas como autoritárias, como a reforma previdenciária, inicialmente aprovada por artigo constitucional polêmico, posteriormente suspenso após pressão política e protestos. A dívida pública da França está em cerca de 120% do Produto Interno Bruto.




