Da redação
A Polícia Federal deflagrou a Operação Linceu para investigar a suspeita de que um ex-servidor do Superior Tribunal de Justiça tenha facilitado o acesso indevido de terceiros a informações de processos em tramitação na Corte, no Distrito Federal. A ação cumpriu um mandado de busca e apreensão expedido pelo Supremo Tribunal Federal.
Segundo a corporação, além da possível violação de sigilo funcional, a investigação apura supostos crimes de peculato eletrônico, corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro, “sem prejuízo de outras tipificações que venham a ser identificadas”. Não há menção a prisões ou valores envolvidos.
Também foi realizada a Operação 1932, no Espírito Santo, com o objetivo de investigar supostos crimes eleitorais ligados ao uso de cargo público para coagir servidores municipais a votar em determinado candidato no segundo turno das eleições de 2026. A Polícia Federal informou que a investigação começou após a divulgação de um vídeo nas redes sociais, em 10 de outubro, no qual o investigado teria condicionado a manutenção de cerca de 700 postos de trabalho e de serviços municipais ao resultado da eleição estadual.
As medidas da Operação 1932 incluíram dois mandados de busca e apreensão e busca pessoal, autorizadas pelo Tribunal Regional Eleitoral do Espírito Santo, após parecer favorável da Procuradoria Regional Eleitoral. A Justiça Eleitoral determinou a suspensão da função pública do investigado e proibição de acesso às dependências do órgão. Segundo a Polícia Federal, foram apreendidos materiais de campanha eleitoral que serão analisados, e os fatos são investigados como possíveis crimes de coação eleitoral praticada por servidor público e uso de serviços públicos em benefício de organização política, previstos no Código Eleitoral.




