Da redação
Partidos do Centrão articulam, ainda nesta legislatura, uma reforma eleitoral no Congresso para conter a perda de poder que temem após a eleição de 121 deputados do PL e diante do risco nas próximas eleições.
O “efeito Nikolas” é o fenômeno em que candidatos muito votados elegem correligionários pelo sistema proporcional. Nikolas Ferreira (PL-MG), deputado mineiro, recebeu quase 3,2 milhões de votos em 4 de outubro e puxou outros 13 nomes do partido. Enéas Carneiro e Tiririca tiveram casos semelhantes.
A proposta aprovada pelo Senado prevê dividir os estados em distritos, com candidatos indicados pelos partidos para disputar vagas regionais; os mais votados seriam eleitos sem levar correligionários. A outra metade das cadeiras seria preenchida por listas fechadas, pré-ordenadas em convenções partidárias.
PSD e Republicanos lideram dez partidos, com 271 votos ante 257 necessários, e planejam votar a proposta na primeira semana de novembro. Hugo Motta, presidente da Câmara, busca apoio à recondução; PL e PT resistem, citando confusão ao eleitor e interesses de elites locais.




