Da redação
Especialistas das Nações Unidas alertaram, na véspera do segundo turno das eleições de 2026 no Brasil, marcado para domingo (25), para possíveis restrições à expressão política no Instagram, Facebook e WhatsApp, da Meta, após relatos de tratamento desigual entre as frentes políticas.
Os relatos citam contas de campanha interrompidas, diferenças de engajamento e alcance, restrições no Instagram e disparidades na distribuição de conteúdo político e nos resultados de busca. Milhares de perfis, inclusive jornalistas, foram suspensos ou perderam visibilidade; contas de um lado teriam sido mais afetadas.
Barrar cidadãos de alcançar audiências sem justificativa compromete a participação política. “Perder alcance pode significar perder voz no debate público e a capacidade de mobilizar comunidades”, dizem os especialistas. Sistemas de inteligência artificial e decisões automatizadas podem virar “guardiões invisíveis e isentos de responsabilidade”.
Decisão do TSE exige que a Meta aplique regras idênticas às duas campanhas até o fim do pleito e proíbe assimetria algorítmica. Os especialistas pedem auditoria imediata, explicações sobre impactos desiguais e resposta a reclamações; atuam voluntariamente, sem salário nem vínculo com a ONU.




