Da redação
Sete peritos da ONU em direitos humanos alertaram para ameaças crescentes a agricultores palestinos na Cisjordânia com o início da colheita de azeitonas e pediram que Israel garanta proteção e acesso seguro às terras, diante dos riscos à subsistência e à segurança alimentar.
Na safra de 2025, foram registrados 178 ataques de habitantes de assentamentos associados à colheita em 88 vilas e cidades palestinas, o maior número de localidades afetadas desde 2020. Mais de 6 mil árvores e mudas foram vandalizadas, quase o dobro de 2024.
Ordens militares israelenses preveem remover vegetação de cerca de 339 mil metros quadrados de terras agrícolas no norte e centro da Cisjordânia, incluindo áreas com oliveiras em Jenin, Qabatiya e Beit Rima. Proprietários têm prazos curtos para remover a vegetação e apresentar contestações formais.
A colheita sustenta milhares de famílias e integra o patrimônio cultural e agrícola. Restrições de acesso, inclusive a terras classificadas por Israel como estatais, ameaçam práticas familiares tradicionais; as exigências incluem proteção aos agricultores, reparações integrais, restituição de terras e retorno dos palestinos deslocados.




