Da redação
Flávio Bolsonaro (PL-RJ), senador e candidato derrotado à Presidência, disse que não reconhecerá o resultado eleitoral e pedirá anulação, alegando quebra de isonomia após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que prorrogou a votação por duas horas. A BBC News Brasil registrou a declaração.
O ministro do STF Cristiano Zanin determinou a prorrogação após pedido do Partido dos Trabalhadores (PT), que alegou falta de transporte gratuito em diversas cidades. A coligação de Bolsonaro também pedira ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mais tempo em alguns Estados, por chuvas que teriam atrasado eleitores.
O presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, declarou que a prorrogação cumpriu a ordem judicial e não comprometeu a segurança eleitoral. O advogado eleitoral Fabrício Antunes avaliou que o argumento pode ser investigado, mas não basta, por si só, para invalidar a eleição.
Antunes disse que a lei exige prova de prejuízo capaz de alterar o resultado, sem presumir os votos dos impedidos. O eleitoralista Alberto Rollo chamou a decisão de “monstrengo jurídico”. Lula venceu por 4,4 milhões de votos; o TSE não informara quantos votos foram depositados após 17h.



