Da redação
Dietas restritivas e receitas caseiras não substituem avaliação médica; infecções por fungos podem exigir antifúngicos prescritos, diz a nutricionista Juliana Andrade, formada pela Universidade de Brasília (UnB) e pós-graduada em Nutrição Clínica Funcional. A alimentação pode ajudar a evitar recaídas quando há alteração da glicose.
Fungos como Candida vivem naturalmente na pele, na boca, no intestino e na região íntima, geralmente em equilíbrio com bactérias protetoras. A proliferação excessiva pode ocorrer com glicose alta, sobretudo no diabetes descontrolado, uso de antibióticos, baixa imunidade, calor e umidade.
Controlar a glicose é importante para quem tem diabetes ou pré-diabetes. A alimentação deve reduzir doces, refrigerantes, sucos adoçados e farinhas brancas e incluir verduras, legumes, feijão, proteínas e grãos integrais, sem excluir frutas inteiras. Probióticos são complemento possível, com evidências limitadas.
Dietas que eliminam carboidratos, frutas e fermentados não têm comprovação científica de cura entre pessoas saudáveis e podem retirar nutrientes. Alho, óleo de coco e vinagre podem ser consumidos, mas não aplicados na região íntima. Quatro ou mais episódios anuais justificam investigar a glicose.



