Início Brasil Inquéritos sobre suspeita de genocídio yanomami se arrastam há quase quatro anos

Inquéritos sobre suspeita de genocídio yanomami se arrastam há quase quatro anos


Da redação

Dois procedimentos sigilosos, um inquérito da Polícia Federal (PF) e outro do Ministério Público Federal (MPF), apuram em Roraima, desde 2023, a suspeita de genocídio contra o povo yanomami sob Jair Bolsonaro (PL), então presidente. As investigações se aproximam de quatro anos sem previsão de conclusão.

Durante o governo Bolsonaro, a invasão foi aceita e estimulada, e a rede de atendimento médico no território foi desmantelada. A crise elevou casos de malária, desnutrição grave e mortes; entre 2019 e 2022, os óbitos chegaram perto de 1.300.

A PF ainda não apontou indícios de crime doloso, e não há relatório final que atribua culpa ou isente responsáveis. No MPF, indígenas de quatro regiões foram ouvidos; procuradores também colheram depoimentos de ex-integrantes do governo Bolsonaro.

Em janeiro de 2023, o governo Lula declarou emergência em saúde pública e iniciou ações para retirar invasores no mês seguinte. O ex-presidente Bolsonaro chamou as acusações de genocídio de “farsa da esquerda” e disse que a saúde indígena foi prioridade de seu governo.