Da redação
A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, exigiu nesta quarta-feira (28) a devolução das reservas de ouro depositadas no Banco da Inglaterra, congeladas há mais de seis anos em meio a uma batalha judicial, em declaração divulgada pela agência France-Presse (AFP).
As barras mantidas no banco foram avaliadas em US$ 1,9 bilhão em 2023, e a Venezuela não pode retirá-las. O Reino Unido não reconheceu a reeleição de Nicolás Maduro em 2018; em 2019, o então líder da oposição Juan Guaidó pediu que o banco retivesse o ouro.
“Chega de desculpas” e “do roubo do nosso ouro”, disse Rodríguez a ministros. Ela declarou: “esse ouro é dos venezuelanos e das venezuelanas, não do Banco da Inglaterra”. Também ordenou ao Ministério das Relações Exteriores e à Procuradoria-Geral da República que viabilizem a devolução.
Nove meses após a captura de Maduro em operação militar dos Estados Unidos, o governo interino e parte da oposição acertaram, em agosto, trabalhar pela recuperação do ouro e atender às vítimas dos terremotos de 24 de junho. Em setembro, os países anunciaram nomeações de embaixadores.



