Da redação
O Ministério Público do Trabalho (MPT) contabilizou 2.878 denúncias de assédio eleitoral no país durante as eleições de 2026, incluindo 115 no Distrito Federal. O total supera em 941 os registros feitos até o encerramento da votação do segundo turno, no domingo (25).
Até o fim da votação, eram 1.937 registros; três dias depois, o total chegou a 2.878, alta de cerca de 49%. O aumento reflete a continuidade da chegada de relatos, que não correspondem necessariamente a episódios ocorridos após a eleição.
Relatos incluem campanhas digitais para identificar e boicotar empresas e expor trabalhadores por suas escolhas eleitorais. Se conteúdos afetarem relações de trabalho, podem motivar investigação, retirada de publicações ilícitas e medidas de proteção aos profissionais atingidos.
O advogado trabalhista Alexandre Márter diz que a discriminação exige demonstrar que a convicção política motivou prejuízo ao trabalhador. A proximidade entre divulgação do voto e demissão não basta; histórico profissional, ameaças, mensagens e mudanças de tratamento também devem ser avaliados.



