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Relatora da ONU alerta que discriminação afeta saúde mental de pessoas albinas


Da redação

A relatora especial da ONU sobre os direitos humanos das pessoas com albinismo, Muluka-Anne Miti-Drummond, apresentou à Assembleia Geral um relatório que alerta para a discriminação baseada na cor da pele e seus impactos psicossociais, sobretudo na saúde mental e no bem-estar desse grupo.

Para Miti-Drummond, a discriminação integra o cotidiano das pessoas albinas e pode limitar direitos à saúde, à educação, ao emprego e à participação pública. Microagressões e macroagressões recorrentes contribuem para a exclusão social e a estigmatização.

Entre os efeitos relatados estão ansiedade, baixa autoestima, depressão, internalização de estereótipos negativos, isolamento voluntário, ideação suicida e traumas ligados ao preconceito. Em regiões com casos extremos, como mutilações e ataques físicos, familiares também enfrentam o peso de proteger essas pessoas.

Persistem mitos culturais, preconceitos históricos, estereótipos reproduzidos pela mídia e falhas na aplicação de leis e políticas de proteção. Miti-Drummond pediu reformas estruturais e campanhas educativas em escolas e meios de comunicação para combater agressões e raízes culturais e institucionais.