Da redação
A Assembleia Geral da ONU voltou a rejeitar, nesta quarta-feira (28), o embargo unilateral dos Estados Unidos contra Cuba. Em votação, a resolução pelo fim das sanções, impostas desde 1960, recebeu 130 votos a favor, 17 contra e 25 abstenções.
Na terça-feira, o chanceler cubano Bruno Rodríguez Parrilla interrompeu o embaixador dos EUA Mike Waltz, e a presidente da Assembleia suspendeu brevemente a sessão. Waltz atribuiu a crise ao governo cubano, não ao embargo. Todos os países lusófonos votaram pelo fim do bloqueio.
Francisco Pichon, coordenador em Cuba, vinculou o embargo reforçado pelo presidente Donald Trump à crise energética e ao possível colapso humanitário. Em maio, mais de 100 mil cirurgias foram adiadas; autoridades cubanas relataram atrasos em vacinas e dificuldade de acesso a medicamentos.
A resolução cubana reafirma a igualdade soberana dos Estados, a não intervenção e a liberdade de comércio e navegação, e pede a revogação de medidas unilaterais. O embargo foi alvo de 33 votações anteriores; o apoio chegou a 191 votos em 2015, 2016 e 2017.



