Da redação
Quase 500 mil pessoas protestaram neste sábado (31) na França, com 200 mil em Paris, contra a piora do ensino, estimaram organizações juvenis e sindicatos; o Ministério do Interior francês e a polícia local calcularam 320 mil no país e 70 mil na capital.
Os protestos começaram com estudantes do ensino médio contra a queda da qualidade do ensino e a deterioração das escolas, e se ampliaram para refletir insatisfação com preços altos e serviços públicos piores. Em geral, foram pacíficos, mas houve confrontos em Toulouse, Marselha e Paris.
O governo mobilizou 70 mil militares diante do risco de violência e saques. Laurent Nuñez, ministro do Interior, anunciou um “dispositivo de segurança excepcional” e alertou para chances “muito elevadas de perturbações da ordem pública”; ele disse que autoridades identificaram chamados violentos nas redes sociais.
Duas organizações estudantis convocaram bloqueios de escolas e universidades na terça e na quinta-feira. “Bloquearemos nossas universidades e escolas de ensino médio, antes de nos juntarmos à manifestação de 5 de novembro, convocada por trabalhadores e sindicatos”, disse Sabrine Kharbach, porta-voz da Union Étudiante.



